Copa FGF 2022
Roger Kath espera jogo diferente e mais espaços para o Pelotas diante do Passo Fundo
Goleiro do Lobo cita o investimento maior do adversário da semifinal da Copinha e comenta a defesa decisiva contra o Monsoon
Foto: Carlos Queiroz - DP -
Chegar longe na Copinha vestindo a camisa do Pelotas não é novidade para Roger Kath. Decisivo nas cobranças de pênalti para eliminar o Monsoon neste domingo (23), o experiente goleiro foi campeão do torneio em 2008 – à época, Copa Lupi Martins. Entre a conquista de 14 anos atrás e a edição atual da competição, muita coisa aconteceu; o Lobo inclusive venceu em 2019. Nesta segunda, marcando o início da semana que terá a abertura da semifinal diante do Passo Fundo, o jogador de 38 anos concedeu entrevista coletiva.
Para salvar o Áureo-Cerúleo quando Matheus foi para batida que poderia ter selado a classificação do rival de Porto Alegre, Roger diz que optou por aguardar indicação do cobrador. “Eu tinha informação de dois batedores do Monsoon [Carlos e Gabriel]. E os dois trocaram de canto. A partir daí comecei a esperar. No último pênalti [na verdade o penúltimo, que defendeu], procurei ter cautela e frieza. Consegui ter a percepção de que era um canhoto. Ele deu a entender que iria bater cruzado, consegui sair na batida da bola e fazer a defesa”, afirma.
Além de elogiar o nível apresentado pelo novato clube da capital, que em 2022 estreou em campeonatos profissionais, o goleiro exaltou a entrega do elenco do Lobo. Segundo ele, a principal qualidade da equipe. “Talvez não seja o melhor time que o Pelotas já montou, mas está correndo, se dedicando”, fala.
Roger Kath atrelou o fato de o Pelotas gerar poucas ocasiões de gol contra o Monsoon à diferença de estágio competitivo entre os dois na temporada. O Áureo-Cerúleo fez no domingo apenas sua sexta partida desde a chegada de Leocir Dall’Astra; já o adversário das quartas de final jogou pela 17ª vez desde o começo da Terceirona, em que conseguiu o acesso como campeão.
O investimento e o estilo de jogo do Passo Fundo
“Contra o Passo Fundo é um outro jogo. O Passo Fundo não marca como o Monsoon marca. Com certeza os espaços vão aparecer e, com a ajuda do nosso torcedor em casa, vamos fazer um grande jogo. O torcedor vai nos empurrar para a vitória”, projeta o camisa 1 do Lobo a respeito do próximo mata-mata da Copa Tarciso Flecha Negra.
Questionado sobre o retrospecto recente (o Galo do Planalto eliminou o Pelotas na Divisão de Acesso, em junho), o experiente goleiro enfatizou que se trata de um plantel diferente. “O que passou, passou. Esse grupo é novo. O Passo Fundo tem um investimento muito maior do que o Pelotas. Se a gente olhar, Diogo Oliveira, Michel, são jogadores caros no mercado. E o Pelotas veio com uma proposta mais modesta para a Copinha. A gente entendeu isso, e quem veio, veio pela oportunidade de vestir essa camisa. Em casa, a gente acredita que, frente ao nosso torcedor, ele vai nos empurrar para a vitória”, diz.
Carregando matéria
Conteúdo exclusivo!
Somente assinantes podem visualizar este conteúdo
clique aqui para verificar os planos disponíveis
Já sou assinante
Deixe seu comentário